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❝ Também não vale a pena fingir um equilíbrio que eu não tenho.

Caio Fernando Abreu. (via sou-inseguro)
❝ Quando toca uma música bonita, minha ironia assovia mais alto. Um assovio sem melodia. Um assovio mecânico mas cuidadoso, como tomar banho ou colocar meias. Outro dia tentei chorar. Outro dia tentei abraçar meu travesseiro. Não acontece nada. Eu não consigo sofrer porque sofrer seria menos do que isso que sinto. Tentei falar. Convidei uma amiga pra jantar e tentei falar. Fiquei rouca, enjoada, até que a voz foi embora. Tentei aceitar o abraço da minha amiga, mas minha mão não conseguiu tocar nas costas dela. Não consigo ficar triste porque ficar triste é menos do que eu estou. Não consigo aceitar nenhum tipo de amor porque nenhum tipo de amor me parece do tamanho do buraco que eu me tornei. Se alguém me abraçar ou me der as mãos, vai cair solitário do outro lado de mim.

Tati Bernardi.  (via autorias)
❝ Eu duvido. Duvido que você não chame meu nome quando você sente falta de alguém, duvido que não sinta falta do meu carinho sempre tão sincero, falta de me contar como foi seu dia, as histórias da sua vida que sempre foram pra mim melhor do que qualquer novela. Duvido que você não me procure nas biscates que você pega por aí, sempre tão vazias. Vazias igual a sua liberdade idiota que nunca te serviu pra porra nenhuma. Talvez esse seja o nosso problema, eu sou completa demais pra sua vidinha mais ou menos. Eu sinto, eu penso, eu falo, eu te conheço, isso te assusta né? “Tô invadindo seu espaço? Desculpa.” Essa fui eu, durante todo esse tempo, me desculpando por que mesmo? Me diminui pra você ficar maior, pra você não me perceber entrando na sua vida. Se você pudesse sentir o quanto isso dói você quem iria se desculpar. Eu queria ligar pra você, e te falar sem pausas tudo que eu ensaio toda vez que você me magoa, mas nunca digo pra não te magoar, afinal você não me faz mal por mal, e talvez esse seja o pior mal que se possa fazer a alguém, tão natural. Bobagem, como se algum ensaio no mundo fosse me deixar firme depois do seu ‘alô’. Então é isso, tô te escrevendo. Sempre fui mais segura com as palavras. Tô te escrevendo pra talvez um dia te enviar, mas to escrevendo. E não é sobre você dessa vez, é sobre mim. Sobre o quanto eu sou boa, igual a mim tá difícil meu bem. Sobre como eu não preciso usar cinco centímetros de saia e um decote no umbigo pra ser mulher; Sobre como, ainda assim, só eu sei fazer de você um homem. Sobre muitas coisas, mas principalmente, sobre quantos homens eu poderia estar saindo nesse exato minuto. Não é com você, é comigo sabe? Por exemplo, eu te idealizo nesse momento como o melhor, não que você seja. Acho legal você brincar com a sorte, mas se eu fosse você não teria tanta certeza da minha posse assim. Talvez ninguém tenha te avisado ainda, então desculpa se eu vou te dar essa notícia sem te preparar antes, mas a porra do mundo não gira em torno do seu umbigo. Ficou chocado? Acontece. Só queria te dá um conselho, em nome da nossa amizade e meu carinho por você, tira uma mão da liberdade e segura um terço. Fica assim, agarrado nas duas coisas sabe? E reza, reza muito pra não aparecer ninguém que mexa comigo enquanto você fica brincando de não saber o que quer. Porque eu sou amor, e ainda que não seja o seu, essa é a minha essência. E você não deve acreditar muito nessa ideia, pelas tantas vezes que eu quase fui, mas um dia eu vou, sempre foi assim. Mas deixa eu te contar um segredo: se eu for, eu não volto.

Tati Bernardi.  (via autorias)
❝ — O que você tem?
— Medo.
— Medo de que?
— Foram tantos fins que já não sei mais se sou suficiente.

Verbeais  (via lettres-a-paris)
❝ Se eu disser que já nem sinto nada, que a estrada sem você é mais segura. Eu sei você vai rir da minha cara.

Ana Carolina  (via palesttina)
❝ Mas vê se não acaba com tudo dessa vez, vê se pede uma dose bem forte de amor pra beber em um gole só, sem caretas. Eu não quero precisar ir embora novamente da sua vida pra voltar depois de um telefonema seu, sabendo que meu lugar é ao seu lado. Eu já me acostumei, porque eu acabo voltando e batendo na sua porta. Seu coração é todo torto e sem conserto, mas eu volto. Eu não me dou muito bem sem você. Mas vê se não estraga tudo, por favor. Eu não quero parar de te olhar todas as manhãs antes de ir pro trabalho, nem mesmo deixar o nosso amor ir pelo ralo. É por isso que, mesmo com todos os seus erros, eu volto pra ficar fazendo aquele cafuné gostoso no seu cabelo, pra fazer aquela massagem no seu ombro que só eu sei fazer. Eu volto pra cuidar de você e pra cuidar de mim. Eu sempre acabo na sua cama, recitando poesias ou contando aquelas piadinhas ruins que você chora de tanto rir. Eu amo sua risada e as suas gargalhadas desafinadas. Porque cara, não dá, sabe? Não dá de jeito nenhum pra ficar sem esse seu sorriso, ou sem o seu carinho, ou sem seu drama de sempre, aquele seu lado que acha que tudo tá uma grande merda. A questão é que tudo é uma merda mesmo, é uma merda quando você não tá aqui pra me fazer um cara melhor, pra fazer a vida melhor, pra segurar a minha mão. Eu não quero te perder e me perder depois. Mas você sabe, morena, mesmo você indo embora, o destino sempre junta a gente, os ventos sopram ao nosso favor. Eu ainda me caso com você.

Lucas Guerrero e Ana Luísa C.
(via querido—john)
❝ O tempo é um luxo que às vezes a vida não concede.

Londres, 1999. (via se-eu-pudesse)
❝ Me diz alguma coisa, vai. Me fala tudo aquilo que eu ando louco pra ouvir da sua boca. Sussurra, então. Ou me ensina a receptar telepatia. Porque eu já estourei minha cota de intuição. Diz que me adora, que gosta de mim, que sente saudades minhas e uma vontade insana de me ver em plena quarta-feira. Sei que não muda nada, mas eu preciso ouvir.

Gabito Nunes.   (via sou-inseguro)
❝ Ele não é só um cara. Esse sim, esquenta as suas mãos e escuta os seus impropérios e gracinhas com o mesmo apego. Ele não te deixou apodrecendo ali onde você não pudesse incomodar. Ele é diferente de tudo o que é errado em seu mundo e em outros mundos. Você diria que ele salvou sua vida se não soasse tão dramático. Ele não faz planos ou promessas, só surpresas, te ensinou a gostar de surpresas. Ele é diferente. Ele não é só um cara. Ele te ouve como se te entendesse, fala como quem soubesse o que dizer e não diz nada muitas vezes, porque ele entende os silêncios. Ele existe. Você sabe que seriam bons amigos, bons parceiros, bons inimigos, mas você prefere ser a garota dele. E sabe que serão importantes na história um do outro para sempre, independentemente de tudo que estiver pra acontecer. Porque ele não é só um cara. Você não quer mais só um cara. E ele é tudo que você quer hoje.

Tati Bernardi. (via autorias)
Princesa agora é do tipo "Fiona"
        O início...









                                                                                                 ...do fim.